Terça-feira, Julho 21, 2009

O QUARTO ASTRONAUTA A PISAR O SOLO LUNARAstronauta Allan Bean, da Apollo 12 (foto), envolto por uma aura azul produzida por vapor emitido por instrumento contido na vestimenta espacial, durante viagem espacial a Lua, em (19 de novembro de 1969)
Há exatos 40 anos (20 de julho de 1969), o homem pisou o solo lunar pela primeira vez. Este feito, coube ao astronauta Neil Armstrong. Seria mais justo que dentro desta semana comemorativa, fosse focalizado apenas, esse memorável feito. Porém, como jornalista e responsável por este blog, não poderia me furtar de privilegiar os acontecimentos, que de alguma forma ou de outra, pude acompanhar, depois de 27 anos desse feito, quando em 1996, fui conhecer a NASA, e pude vivenciar acontecimentos inesquecíveis, entre os quais, o de assitir a uma palestra de Alan Bean (na imagem cima), ele que foi o quarto homem a pisar o solo lunar. Após a palestra, adquiri uma réplica da (foto abaixo), retratando a chegada do primeiro homem a lua. Ao cumprimentá-lo, pedi o seu autógrafo, e recebi esta dedicatória: Para Roberto - "Continue a conquistar as estrelas" - Alan Bean - Apolo XII. Hoje,esse poster é destaque na minha sala de trabalho.
Alan La Vern Bean (nasceu em março de 1932, em Weller, no Texas - EUA) foi um astronauta norte-americano, integrante da missão Apollo 12 e o quarto homem a pisar na Lua. Doutor em ciências e ex-piloto de caças, Bean foi selecionado em 1963 para o grupo de astronautas da NASA e em seu primeiro vôo espacial assumiu o posto de piloto do Módulo Lunar Intrepid na missão Apollo 12, a segunda a pousar na Lua, na aárea chamada de Oceano das Tormentas, em 19 de novembro de 1969. Depois de quase vinte anos na NASA, Alan Bean encerrou sua carreira como astronauta e tornou-se pintor, ficando rico com seus quadros, que mostram, segundo ele, imagens nunca vistas pessoalmente por outros artistas. Nessa visita à NASA, em1996, conhecemos as iprincipais nstalações do Centro de controle das missões espaciais na cidade de Houston, estado do Texas. Tiramos várias fotografias, em que aparece parte da recepção, destacando em primeiro plano, a nave Adventure, a qual tivemos acesso a sua cabine de comando (nas fotos). Ela integra a frota dos ônibus especiais, e já realizou inúmeras missões ao espaço, assemelhando-se muito com à nave Columbia, que se acidentou no ano de 2003. Fiquei impressinado com o enorme mural que se encontra na entrada do Centro Espacial, pintado por Alan Bean, no qual ele retrata Neil Armstrong, o 1º astronauta a pisar o solo lunar e sua célebre frase: "Um pequeno passo para um homem, um gigantesco salto para a humanidade". DO ESPAÇO PARA O NOSSO CONFORTO
Muitas controvérsias acompanhamos ao longo das últimas décadas sobre os astronômicos gastos com missões cada vez mais audaciosas na conquista do espaço. Por isso, amanhã estaremos mostrando com o título acima, interessante matéria que vai abordar os reflexos positivos dessas esperiências, inclusive no conforto da dona de casa.

Segunda-feira, Julho 20, 2009

Como explicar acontecimentos como este ?
Com apnas 13 anos, a jovem Baya Bacari foi a única sobrevivente da queda de um Airbus no Oceano Índico e ficou 12 horas no mar à espera de resgate
Texto principal: Andrea Dip, da Folha Uiversal

Reencontro: A adolescente Baya Bacari recebe o carinho do pai, Kassim Bakari, ainda no avião que a levou das Ilhas Comores, local do acidente, de volta a Paris. Ao longo do tempo, temos acompanhado acontecimentos para os quais não se encontra uma explicação plausível. Neste mesmo blog, já apresentamos algums matérias do tipo, da que estamos destacando hoje. Mesmo diante de leques de explicações, o que se se observa mesmo, é que cada opinião, acaba sempre refletindo a crença ou formação cultural de cada pessoa.. Por isso, escolhemos para hoje um assunto que temos acompanhado com interesse em função do seu inexplicável conteúdo. Estamos nos referindo ao acidente acontecido há alguns dias com um Airbus da companhia aérea Yemenia. Conheça mais detalhes da narrativa da única sobrevivente e de outras autoridades nessse tipo de assunto:

“Papai, caímos na água. Ouvia pessoas falando perto de mim, mas não podia ver nada. Estava tudo escuro ao meu redor.” Assim, a adolescente Baya Bakari, de 13 anos, única sobrevivente da queda, no Oceano Índico, do Airbus A310-300 da companhia Yemenia, descreveu o acidente ao seu pai, Kassim Bakari. Ela, que morava com a família em Marselha, na França, viajava com a mãe para visitar parentes nas Ilhas Comores. O acidente como se recorda, ocorreu na terça-feira (30) e a mãe dela ficou entre as mais de 150 vítimas fatais do desastre. Baya, que em comorense quer dizer “esperança”, ficou no mar por mais de 12 horas, agarrada a um pedaço do avião, sem saber nadar e sem coletes salva-vidas. O homem que a resgatou, disse que ela estava tão fraca, que não conseguiu alcançar a boia e ele teve de se jogar na água para pegá-la. Baya teve apenas alguns cortes e arranhões, além de uma clavícula quebrada. “É um verdadeiro milagre. Ela é uma jovem muito corajosa”, declarou Alain Joyandet, ministro francês de Cooperação Internacional. Mas, como essa menina, de nome esperança, se agarrou à vida contra todas as circunstâncias? “Ela é uma garota muito tímida e frágil. Nunca pensei que fosse escapar dessa maneira”, disse o pai, emocionado. “Em situações extremas, as pessoas podem reagir de forma diferente de como agem normalmente”, explica Valéria Tinoco, psicóloga, fundadora, professora e supervisora do 4 Estações Instituto de Psicologia, que atua em situações de emergência, perdas e luto. “O instinto de sobrevivência fala mais alto e a pessoa funciona sem pensar. Pessoas normalmente ativas podem ficar sem reação ou as mais tímidas podem revelar força além do esperado.” O caso de Baya é raro, mas não é único. Vesna Voluvic, uma aeromoça sérvia que estava no avião que explodiu sobre a então Tchecoslováquia, em 1972, despencou de mais de 10 mil metros de altitude junto a uma parte da fuselagem e caiu nos montes nevados da República Checa. Quebrou duas pernas e teve uma séria perda de memória. Em 1971, a alemã Juliane Koepcke, de 17 anos, caiu de uma altitude de cerca de 3 mil metros, ainda presa ao assento, após a explosão do avião em que viajava na Amazônia peruana. Ela passou 11 dias vagando na selva. “O importante é como esses sobreviventes lidam com a situação, porque é um trauma muito grande. Podem se sentir culpados por não terem salvado alguém ou podem se sentir com sorte por terem sobrevivido”, conclui Valéria.
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Sábado, Julho 18, 2009

"Arquivos de um Repórter"--Fim de Semana--

KRAKATOA, O INFERNO DE JAVAImagens: (1): (a) - Antes de 1883; (b) - Depois de 1883; (c) - Depois de 1927; e (2) - Foto da Ilha Anak Krakatoa.
A ilha de Krakatoa, localizada no estreito de Sonda, entre as ilhas de Sumatra e Java, na Indonésia, reduziu para um terço de seu tamanho,quando o vulcão do monte Perboewatan, supostamente extinto, entrou em erupção no dia 27 de Agosto de 1883. A sucessão de erupções e explosões durou 22 horas. O saldo foi de 36 mil mortos. A sua explosão jogou poeira e fumaça a aproximadamente 27 km de altitude e foi ouvida a mais de 5.000 km, na ilha de Rodriguez, tendo os habitantes ficado surpreendidos com a enorme explosão. O barulho chegou também até Constantinopla, na Turquia, Austrália, Filipinas e Japão. Acredita-se que o som das explosões reverberou pelo planeta ao longo de nove dias, e os efeitos atmosféricos da catástrofe, circundando o globo, deram lugar, durante vários meses, a estranhas transformações no nascer e pôr do Sol.
É considerada a erupção vulcânica mais violenta dos tempos modernos. A cratera do vulcão era monstruosa: possuía aproximadamente 16 km de diâmetro. O vulcão não parou de cuspir lava e houve ainda outras erupções durante todo o ano. Antes da erupção, a ilha possuía quase 2 mil metros de altitude, mas após a erupção, a altura reduziu-se tendo se formado um lago na cratera do vulcão, onde vivem várias espécies de plantas e pássaros.
Atualmente, na região da cratera, há uma nova formação rochosa em andamento chamada Anak Krakatoa (filho de Krakatoa), que já possui mais de 300 metros de altura, sendo que a cada ano aumenta em 5 metros aproximadamente. Todas as formas de vida animal e vegetal da ilha foram destruídas. Por causa das explosões, vários tsunamis ocorreram em diversos pontos do planeta. Perto das ilhas de Java e Sumatra, as ondas chegaram a mais de 40 metros de altura.
No próximo --Fim de Semana -- mais uma matéria cuiosa em MUNDO INSÓLITO
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Sexta-feira, Julho 17, 2009

O homem nunca tinha visto um vulcão sob este ponto de vista
(fotos da Nasa enviadas de Houston, pelo nosso colaborador Bruno Kirsten)
Nunca é de mais repetir uma matéria acrescida por duas fotos inéditas e espetaculares, obtidas a 400 quilômetros acima do planeta Terra, colhidas pela tripulação da Expedição 20 a bordo da Estação Espacial Internacional-ISS. Esses astronautas puderam testemunhar o impressionante evento de um ponto privilegiado - a erupção, em 12 de junho, do Vulcão do Pico Sarychev.
O vulcão ativo está localizado na cadeia de ilhas Kuril, na Rússia, estendendo-se ao nordeste do Japão. Enfatizando a perspectiva orbital, esta impressionante visão em cores estéreo foi feita combinando duas imagens da ISS. Elevando-se acima na atmosfera em um estágio inicial da erupção, a coluna vulcânica tem uma coluna de cinzas marrom com uma suave nuvem branca no topo, de aspecto bolhoso, que se deve à condensação de água.
Nesta segunda foto, uma nuvem de cinza mais densa escorrega para baixo pela encosta do vulcão. Cerca de 1,5 km de linha costeira é vista ao nível do chão. A evolução da coluna de fumaça e cinzas não representa perigo para a tripulação da expedição 20, mas aviões comerciais foram desviados da região para reduzir o risco de falha em motores pela entrada de cinzas.
Amanhã e domingo, não perca MUNDO INSÓLITO e suas matérias curiosas!
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Quinta-feira, Julho 16, 2009

Blogtur
A EXÓTICA E ROMÂNTICA VENEZA Veneza (em italiano Venezia) é uma comuna italiana da região do Vêneto, província de Veneza, com cerca de 266.181 habitantes, conhecida pelos seus canais e pela catedral de São Marcos. Estende-se por uma área de 412 km2, tendo uma densidade populacional de 646 hab/km2. A cidade se tornou uma potência comercial a partir do século X, no qual sua frota já era uma das maiores da Europa. Como cidade comercial, tinha várias feitorias e controlava várias rotas comerciais no Levante. Eram suas feitorias cidades como Negroponto e Dirraquium, assim como ilhas inteiras: Creta, Rodes, Cefalônia e Zante, por exemplo. O historiador Fernand Braudel classificou-a como a primeira capital econômica do Capitalismo. A famosa ponte Rialto, em Veneza, foi construída em 1588. O projeto, assinado por Antonio da Ponte, venceu um concurso que teve participação de célebres artistas, como Michelangelo. Até 1854, esta ponte era a única maneira de os pedestres cruzarem o grande canal. A cada ano Veneza acolhe mais turistas atraídos pela sua natureza inigualável. É também muito conhecida pelos seus passeios românticos, levando muitos casais a viverem suas luas de mel lá. Passeios de barco e visitas a todos os lugares são programas promovidos por esses casais apaixonados...Nesta Cidade nasceram os Papas: Gregório XII, Eugênio IV, Paulo I,, Alexandre VIII, Clemente XIII, Pio X.
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Quarta-feira, Julho 15, 2009

NO BRASIL, UMA ERA DE INCERTEZAS

O tempo parece estar louco mesmo. Chove demais no Nordeste, região que costuma sofrer por conta das secas, enquanto o sul do Brasil é castigado pela falta de chuvas. Os especialistas procuram explicações para variações climáticas cada vez mais constantes. O Painel Intergovernamental Sobre Mudança Climática (IPCC, sigla em inglês), órgão que produz informações científicas sobre clima, garante que, até 2080, 3,2 bilhões de pessoas – um terço da população do planeta – vão enfrentar falta de água, 600 milhões sofrerão com a escassez de alimentos e até 7 milhões de pessoas passarão por inundações. Falta de conhecimento Alguns especialistas, no entanto, acham simplista culpar só o aquecimento global e dizem que as pessoas falam muito em mudança climática sem conhecimento. Augusto Pereira Filho, professor do departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), alerta que, a curto prazo, é perigoso usar eventos isolados como exemplo das mudanças climáticas. “Os estudos do IPCC estabelecem projeções de, no mínimo, 100 anos”, diz. Para Francisco Mendonça, professor de Climatologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), “eventos dessa natureza acontecem há muitos séculos. Mas são momentos esporádicos”. “É normal que o El Niño cause chuvas intensas no Sul e secas severas no Nordeste. Já na passagem do La Niña, ocorre exatamente o contrário nessas regiões”, esclarece, referindo-se a dois importantes fenômenos de alteração climática. Segundo o cientista, “o clima tem ciclos, está sujeito a variações e, inclusive, a extremos, como foi o caso de Santa Catarina no ano passado.” Todos concordam, no entanto, que a ação humana é uma das causas do desequilíbrio. Dionísio Neto, da Rede Ambiental do Piauí, defende que o mau uso do solo é o vilão das enchentes no Nordeste. “A expansão desordenada de monoculturas, como a da soja, influenciaram a elevação do nível das águas na bacia do rio Paraíba, que banha o Piauí e parte do Maranhão. A inundação histórica deste ano é reflexo da destruição do bioma”, diz.
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Terça-feira, Julho 14, 2009

A CRUZADA DOS MUSEUS
Novo Museu de Arte Islâmica, no Catar, quer ser para os muçulmanos

a referência que o Museu do Vaticano é para a cultura universal
O emir do Catar quer transformar seu emirado – cujo minúsculo território é abençoado com 15% das reservas mundiais de gás natural – em um oásis de modernidade no Golfo Pérsico. Entre os passos dados em direção a esse objetivo estão o canal mundial de notícias Al Jazira e filiais de seis universidades americanas. No ano passado, ele deu um novo passo rumo ao futuro, com a inauguração do Museu de Arte Islâmica em sua capital, Doha. A construção do prédio, instalado numa ilha artificial, custou 300 milhões de dólares. Outros 2 bilhões de dólares foram gastos na aquisição de peças para compor o acervo do Museu, constituido da arte Islâmica e de outras quatro instituições. O emir sonha que seu museu venha a ser para o mundo muçulmano uma referência similar àquela que o Museu do Vaticano representa para a arte mundial. Os dois museus consagram conceitos diferentes. A abrangência da coleção do Vaticano ultrapassa os limites da fé cristã. Seu acervo inclui peças da Antiguidade clássica, livros medievais e muitas das pinturas decisivas da cultura universal. O afresco da criação do mundo pintado por Michelangelo no teto da Capela Sistina (foto à dir.) é um exemplo.
A arte islâmica (foto à esq.) é um conceito fluido, que não pode ser definido da mesma maneira como se fala em arte chinesa ou francesa. Nem é um período artístico, como o gótico ou o barroco. O foco do museu do Catar são itens decorativos ou votivos produzidos em territórios governados por muçulmanos entre o surgimento do Islã, no século VII, e o colapso do Império Otomano, no século XX. Muitas peças são lindíssimas, mas não há pinturas como as de Rafael. Para coibir a idolatria, a tradição islâmica proíbe a reprodução da figura humana ou de animais. Apesar de a vertente xiita abrir uma exceção para os retratos de seus mártires, o tabu inibiu o surgimento de grandes artistas muçulmanos. Embora os artesãos tenham produzido maravilhas, como os delicados motivos geométricos das paredes da Mesquita Azul, em Istambul, são raras as obras assinadas pelo autor. Os xeques do petróleo estão agora reproduzindo, de certa maneira, o patrocínio dado por papas e duques aos artistas do Renascimento italiano. No próximo fim de semana mais novidades em Mundo Insólito.
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